Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 7 de setembro de 2024 · 2 min de leitura ·

Como é o multiverso proposto pela Teoria das Cordas?

Como é o multiverso proposto pela Teoria das Cordas?

Atualmente, utilizamos teorias distintas para descrever fenômenos em diferentes escalas: a relatividade geral para o macrocosmo, como estrelas e galáxias, e a mecânica quântica para o microcosmo, como partículas subatômicas. Entretanto, essas duas teorias não se encaixam plenamente.

Se o objetivo da ciência é a busca por explicar e dar sentido ao universo de maneira completa, nada mais natural do que todo o conhecimento do mundo convergir para uma única teoria universal. Algo como uma “teoria de tudo” que consiga unificar todas as leis fundamentais da natureza em um único arcabouço.

Uma “teoria de tudo” seria capaz de integrá-las, permitindo-nos compreender as forças que regem desde o menor átomo até a maior galáxia. Essa unificação traria uma visão coesa do universo, eliminando as lacunas e inconsistências atuais, além de responder às questões mais fundamentais sobre a natureza da realidade. A teoria das cordas é, talvez, a candidata mais famosa para o que os físicos chamam de teoria de tudo – uma estrutura matemática única capaz de descrever todo o universo conhecido.

No filme Doutor Estranho no Multiverso da Loucura (2022), o multiverso é apresentado como uma série de realidades paralelas, cada uma com suas próprias leis físicas e versões dos mesmos personagens. Na cultura popular, o multiverso é usado para criar histórias com mundos alternativos que coexistem e, por vezes, se cruzam.

Na busca pela tal “Teoria de tudo”, a teoria das cordas reimagina do que a realidade é feita. Em vez de tratar partículas subatômicas como os blocos fundamentais da matéria, a teoria das cordas diz que tudo é composto por minúsculas cordas, cujas vibrações produzem efeitos que interpretamos como átomos, elétrons e quarks.

Para que isso funcione, a teoria das cordas precisa fazer uma suposição radical: vivemos em um universo com 9, 10 ou até 25 dimensões espaciais, além da dimensão do tempo. Essas dimensões extras estão “enroladas” tão fortemente que não as percebemos – assim como um fio de seda parece unidimensional até você se aproximar o suficiente para ver sua largura. Esse processo de “compactificação” pode ser feito de inúmeras formas, gerando bilhões de diferentes universos possíveis. Isso levou a teoria das cordas a prever um multiverso com 10^500 universos diferentes.

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