
São Paulo (SP) amanheceu no topo do ranking de cidades com pior qualidade de ar do mundo pelo quinto dia consecutivo nesta sexta-feira (13). A cidade apareceu no topo do pódio na segunda-feira (09). O ranking é do site IQAir, que monitora 120 cidades grandes em tempo real.
A empresa, especializada em tecnologia que mede qualidade do ar, monta o ranking com base em dados gerados por estações meteorológicas e parâmetros de qualidade estadunidenses. Essas estações são operadas por governos, instituições de pesquisa e organizações sem fins lucrativos.
Na medição da condição do ar feita pela IQAir, São Paulo teve a “nota” 165 (de 0 a 200). Não foi a pior da semana. Mas, na escala da empresa, entra na categoria insalubre (ao contrário da escola, aqui quanto maior o número, pior a nota). Confira abaixo o retrospecto da qualidade do ar na cidade nesta semana:
Entre as causas da qualidade tenebrosa do ar está o combo: seca histórica e aumento de queimadas. Por conta da estiagem, a atmosfera fica sem a faxina feita pelas chuvas. E a alta de queimadas aumenta a concentração de fumaça no ar.
Esta é a receita para números alarmantes e paisagens distópicas que tem aparecido no noticiário ao longo desta semana. A boa notícia (para paulistas, pelo menos): existem duas frentes frias no horizonte. A primeira, mais leve, deve passar neste fim de semana. A outra, mais significativa, está prevista para o próximo.
Pedro Spadoni é jornalista formado pela Universidade Metodista de Piracicaba. Já escreveu para sites, revistas e jornal.
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