Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 17 de setembro de 2024 · 2 min de leitura ·

Oscilação em Marte pode confirmar fonte da matéria escura

Oscilação em Marte pode confirmar fonte da matéria escura

Físicos do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos EUA, sugerem, em um novo estudo, que buracos negros primordiais microscópicos, se realmente compuserem a maior parte da matéria escura no Universo, podem passar pelo Sistema Solar pelo menos uma vez a cada década. 

Segundo os pesquisadores, esse tipo de fenômeno provocaria uma pequena oscilação na órbita de Marte, que poderia ser detectada com a tecnologia atual. Essa observação ajudaria a confirmar a hipótese de que os buracos negros primordiais são uma das principais fontes de matéria escura no Universo.

David Kaiser, professor de física e de história da ciência no MIT, destaca em um comunicado que os cientistas possuem dados extremamente precisos sobre a distância entre a Terra e Marte, com uma margem de erro de cerca de 10 centímetros. “Aproveitamos essa precisão para buscar um efeito sutil. Se o encontrarmos, isso pode reforçar a ideia intrigante de que toda a matéria escura consiste em buracos negros primordiais, formados em menos de um segundo após o Big Bang, que têm circulado pelo Universo há 14 bilhões de anos”.

A pesquisa foi liderada por Tung Tran, agora estudante de pós-graduação na Universidade de Stanford, Sarah Geller, pós-doutoranda na Universidade da Califórnia em Santa Cruz, e Benjamin Lehmann, pesquisador do MIT.

Cerca de 80% da matéria no Universo é composta de matéria escura, que não pode ser observada diretamente, mas sua existência é inferida pelos efeitos gravitacionais que exerce sobre galáxias e estrelas. 

Físicos vêm tentando detectar essa matéria escura com instrumentos na Terra, geralmente assumindo que ela existe na forma de partículas exóticas que podem se desintegrar em partículas observáveis. No entanto, esses experimentos, até o momento, não obtiveram sucesso.

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