Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 19 de setembro de 2024 · 2 min de leitura ·

Enorme erupção teria inspirado uma das pinturas mais famosas do mundo

Enorme erupção teria inspirado uma das pinturas mais famosas do mundo

As obras de arte muitas vezes podem ser usadas para contar episódios marcantes da história humana. Segundo um grupo de pesquisadores, é exatamente isso o que acontece com uma das pinturas mais famosas do mundo. O Grito, do norueguês Edvard Munch, retrataria a explosão do vulcão Krakatoa, uma das maiores erupções da história moderna.

Em 1883, a erupção do vulcão Krakatoa, na Indonésia, e os tsunamis causados por ele mataram pelo menos 36 mil pessoas. A explosão ainda liberou uma enorme quantidade de dióxido de enxofre (SO₂) na atmosfera.

Estas substâncias foram levadas pelos ventos, causando reações químicas posteriores. Isso resultou no aumento da concentração de ácido sulfúrico (H2SO4) nas nuvens Cirrus, que passaram a refletir a luz do Sol com mais intensidade.

O resultado foi uma queda de 1,2 °C nas temperaturas médias do Hemisfério Norte no verão daquele ano. Além disso, o pôr do Sol ficou alaranjado por meses. Teria sido exatamente esta visão de Edvard Munch que inspirou o artista a criar o cenário apresentado em sua famosa obra.

O fenômeno cessou lentamente, conforme todo o ácido sulfúrico caia em forma de chuva ácida. Apesar disso, o céu só voltou ao normal em fevereiro de 1884, quase um ano depois da erupção.

Outra consequência da explosão do Krakatoa foi um dos maiores barulhos já registrados no planeta. Segundo cálculos, o pico de som gerado superou o limite de dor humana, que é de 130 decibéis. A erupção foi tão potente que pôde ser ouvida a cinco mil quilômetros de distância e causou a perda de audição de algumas pessoas. 

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