Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 22 de setembro de 2024 · 2 min de leitura ·

Mulheres na Ciência: DNA, pulsar e outras 5 injustiças que não devem ser esquecidas

Mulheres na Ciência: DNA, pulsar e outras 5 injustiças que não devem ser esquecidas

Ao longo da história, muitas mulheres fizeram contribuições significativas para a Ciência, mas foram subvalorizadas ou não receberam o reconhecimento merecido em vida. Em um campo dominado por homens, o Olhar Digital destaca 7 mulheres que ajudaram a impulsionar o avanço científico.

Suas descobertas desempenharam um papel crucial no desenvolvimento da Ciência, Tecnologia e Medicina. Aqui estão alguns exemplos dessas cientistas notáveis.

Rosalind Elsie Franklin foi uma química britânica que contribuiu para a descoberta do DNA, RNA, carvão mineral, grafite e o vírus. Chegou a ter reconhecimento em vida de seus trabalhos voltados ao carvão e ao vírus, porém a descoberta principal de sua jornada foi a estruturação do DNA, cujo reconhecimento só veio, de fato, após a sua morte.

De origem judaica, ela cresceu em Londres, estudando Ciências Naturais no Newham College, em Cambridge, onde se formou em 1941. Também contribuiu para os avanços das imagens da difração de raios-x. Morreu aos 37 anos devido a um câncer de ovário. Aaron Klug, membro de sua equipe, continuou sua pesquisa e ganhou o Prêmio Nobel de Química em 1982.

Lise Meitner foi uma física austríaca que estudou a radioatividade e a física nuclear, tendo sido a descobridora da fissão nuclear. Essa descoberta possibilitou a criação da bomba atômica, mas por ser judia e mulher teve o crédito negado, nunca tendo recebido o Prêmio Nobel.

Seu colega Otto Hahn foi o único a receber o Prêmio Nobel de Química em 1944 por essa descoberta. A fissão nuclear consiste em bombardear o núcleo do átomo com nêutrons para liberar uma quantidade enorme de energia térmica, sua utilidade não é apenas para a produção de uma bomba nuclear, mas vai muito além, possibilitando produzir energia nas usinas termonucleares, uma vez que a quebra do núcleo do átomo libera uma enorme quantidade de energia.

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