
Imagine que você esteja passeando em um parque e seu cachorro começa a rolar no cocô alheio. No mínimo nojento, não é mesmo? Mas por que será que os nossos amigos de quatro patas sentem essa necessidade?
De acordo com pesquisadores, existem várias possibilidades que despertam esse tipo de vontade nos cães, desde o próprio fator relacionado ao instinto a uma maneira de se comunicar com outros animais. No entanto, para entender melhor porque os cachorros se reviram por cima de coisas fedidas, especialistas estudam a prática entre outras espécies. Confira!
Embora nem todas as raças de cachorros desenvolvam o hábito de rolar no cocô, a maioria começa a apresentar esse comportamento a partir dos 4 meses. Contudo, além do fator instinto, existem inúmeras hipóteses para explicar isso.
Simon Gadbois, especialista em comportamento canídeo e processamento de olfato na Universidade de Dalhousie em Halifax, no Canadá, levanta uma possibilidade. Segundo o pesquisador, a prática pode ser consequência de uma função muito importante em algum momento, há muito tempo. No entanto, mesmo que a função tenha desaparecido, eles ainda permanecem com o hábito.
Outra explicação, vem a partir da análise de outras espécies. Os lobos, por exemplo, rolam nas fezes de outras espécies, e até mesmo nas carcaças de animais mortos, para ganhar uma camuflagem olfativa. Dessa forma, conseguem uma aproximação maior das suas presas, sem que elas percebam.
Além disso, os lobos podem ter desenvolvido o hábito de rolar em coisas fedorentas para evitar que fossem descobertos por seus próprios predadores. Afinal, os especialistas descobriram que um de seus cheiros favoritos eram as fezes de outros carnívoros, como pumas e ursos negros.
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