
Há bilhões de anos, Marte tinha água e até uma atmosfera espessa. As coisas mudaram drasticamente de lá para cá. Mas, segundo uma nova pesquisa, parte das substâncias presentes no passado ainda podem existir, estando presas nas rochas do planeta vermelho.
No trabalho, os cientistas afirmaram que o dióxido de carbono (CO₂) da antiga atmosfera marciana pode estar retido em argilas. Eles defendem que a água que existiu no passado talvez tenha contribuído para uma reação em cadeia. Estes processos, por sua vez, acabaram fazendo com que o CO₂ ficasse retido e fosse transformado em metano.
O estudo aponta que a água existente em Marte pode ter interagido com a olivina, um mineral rico em ferro, causando oxidação. A reação pode explicar a coloração avermelhada do planeta, mas também teria sido responsável pela liberação de hidrogênio na atmosfera.
Segundo os pesquisadores, o elemento então teria se combinado com o dióxido de carbono da água, formando o metano. Já a olivina se transformou em serpentina, e, posteriormente, em esmectita, retendo o metano em seu interior.
A equipe não sabe precisar, no entanto, qual pode ser a quantidade de metano ainda existente em Marte. Apesar disso, eles acreditam que as reservas sejam abundantes em algumas regiões.
Alessandro Di Lorenzo é editor do Olhar Digital e formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
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