Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 27 de setembro de 2024 · 1 min de leitura ·

Fotossíntese no escuro? Cientistas descobrem o mínimo de luz necessária

Fotossíntese no escuro? Cientistas descobrem o mínimo de luz necessária

A gente aprendeu nas aulas de Biologia que as plantas “se alimentam” e geram energia através de um processo chamado fotossíntese. Aprendemos também que os vegetais precisam de luz para tal.

Existem até algumas exceções. São espécies que não possuem clorofila (e por isso não são verdes e morrem rápido) ou ainda alguns tipos de plantas-parasitas. Mas, no geral, a regra é sempre a mesma: sem luz, não há fotossíntese.

O que os cientistas se indagam agora é o quanto de luz uma planta precisa para sobreviver. No papel, eles tinham até chegado a um número, mas isso nunca havia acontecido na vida real. Até agora.

Pesquisadores alemães identificaram microalgas no Oceano Ártico que realizam fotossíntese quase no escuro. Elas vivem a uma profundidade de 50 metros, ou seja, bem distante da superfície e dos raios solares.

Plantações em ambientes fechados são caras e consomem muita energia. E esse novo estudo tem potencial para atenuar esses dois fatores.

Se as plantações puderem ser projetadas para realizar fotossíntese em intensidades de luz mais baixas – sem comprometer coisas como rendimento, sabor ou cheiro – a demanda de energia para iluminação artificial poderia ser reduzida.

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