
Imagens de satélite captadas pela Maxar Technologies no dia 21 de setembro revelaram uma cratera de cerca de 60 metros de largura no norte da Rússia. Segundo a empresa, o buraco não estava lá no início do mês, o que gerou uma série de teorias. Uma delas diz que a cratera é resultado de testes realizados pelo regime de Vladimir Putin com uma nova superarma.
Especialistas explicam que o surgimento de enormes buracos após testes de armas não são uma boa notícia. Isso significaria que o teste falhou.
Pavel Podvig, analista baseado em Genebra, na Suíça, afirmou que “houve um incidente sério com o míssil e o silo”, em entrevista à Reuters. O especialista nuclear do Carnegie Endowment for International Peace, James Acton, concorda. Segundo ele, no entanto, não está claro o que teria dado errado com a arma.
Já Timothy Wright, pesquisador associado do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos, em Londres, destacou que a destruição da área imediatamente ao redor do silo de mísseis pode ser explicada por uma falha logo após a ignição. Uma causa possível é que o propulsor não conseguiu acender corretamente ou sofreu uma falha mecânica, fazendo com que o míssil caísse de volta ou pousasse próximo ao silo e explodisse, disse ele.
De qualquer forma, os analistas ouvidos parecem ser unânimes ao afirmar que este é um grande revés para o governo russo. De acordo com eles, as sucessivas falhas levantam sérias questões sobre a viabilidade do “Satan II”. O governo da Rússia não se manifestou oficialmente sobre o assunto.
Alessandro Di Lorenzo é editor do Olhar Digital e formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
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