
Astrônomos de várias partes do mundo estão participando da pesquisa SAGA, sigla em inglês para “Satélites em Torno de Análogos Galácticos”. O objetivo é entender como a Via Láctea e suas galáxias satélites se comparam a outros sistemas galácticos.
Pequenas galáxias anãs contendo estrelas antigas estão presas gravitacionalmente à Via Láctea, que possui também duas maiores, ainda em fase de formação estelar: a Grande e a Pequena Nuvem de Magalhães (LMC e SMC, respectivamente).
Essas duas galáxias são os maiores satélites da Via Láctea e podem ser vistas a olho nu no Hemisfério Sul. Ao contrário das outras 59 galáxias satélites da nossa galáxia, que são extremamente fracas e só podem ser detectadas com telescópios como o Hubble ou grandes observatórios terrestres, essas duas são facilmente observáveis.
A pesquisa SAGA realizou um levantamento de 101 galáxias semelhantes em tamanho e massa à Via Láctea, identificando um total de 378 galáxias satélites.
O número de satélites em cada galáxia variou de zero a 13, enquanto a Via Láctea teve apenas quatro satélites detectados pelo Espectroscópico de Energia Escura (DESI) do Telescópio Mayall do Observatório Nacional Kitt Peak, nos EUA. Esse número é baixo porque os outros satélites da nossa galáxia são fracos demais para serem detectados por esse instrumento.
Em um comunicado, Yao-Yuan Mao, da Universidade de Utah e cofundador da SAGA, aponta que galáxias que possuem satélites do tipo das Magalhães tendem a ter mais satélites em geral. Por outro lado, galáxias que não possuem esse tipo de companheiras geralmente têm menos satélites. Isso sugere que as Nuvens de Magalhães são adições relativamente recentes à nossa galáxia.
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