
O avanço da tecnologia abre diversas possibilidades. Uma delas é o estudo do passado. Os satélites, por exemplo, estão ajudando os cientistas a identificar ruínas maias cada vez mais antigas escondidas em espessas florestas.
Os arqueólogos já mapearam mais sítios, edifícios e características maias nos últimos 10 anos do que nos últimos 150 anos. Isso tem sido possível graças a um sistema chamado LiDAR, que emite pulsos de luz e mede o tempo que eles levam para retornarem após serem refletidos por objetos no ambiente.
Os equipamentos estão sendo utilizados para monitorar uma faixa de território no nordeste de Belize. No total, esta pesquisa cobre uma região de 650 quilômetros quadrados e já localizou mais de 28 ruínas maias.
Apesar dos vários vestígios já localizados, existem muitas outras zonas maias que não foram escavadas e continuam desconhecidas até hoje. Segundo cientistas, a floresta densa teria coberto as construções depois que elas foram abandonadas.
A aposta das equipes é que, no futuro, a inteligência artificial possa desempenhar um papel importante na detecção de construções antigas a partir das imagens de satélite. As informações são do Space.com.
Alessandro Di Lorenzo é editor do Olhar Digital e formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
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