
Conforme noticiado pelo Olhar Digital, desde o dia 15 de setembro, o cometa C/2023 A3 (Tsuchinshan-ATLAS) está visível nos céus do Hemisfério Sul. Nos últimos dias, várias imagens deste que está sendo informalmente chamado de “Cometa do Século” (um apelido controverso) têm sido registradas e compartilhadas nas redes sociais.
Até agora, o objeto podia ser observado antes do amanhecer. No entanto, após passar ileso pelo periélio (ponto mais próximo do Sol) no último dia 27, ele iniciou um mergulho em direção ao brilho da estrela, motivo pelo qual permanecerá invisível a partir deste sábado (5), até retornar ao palco celestial na direção oeste por volta da quinta-feira (10), desta vez como um objeto noturno.
Simulação do Cometa C/2023 A3 (Tsuchinshan-ATLAS) “desaparecendo” no brilho do Sol. Crédito: Nicolas Lefaudeux
Entre quarta e quinta-feira (10), o cometa passará entre a Terra e o Sol. A luz solar espalhada pela poeira do objeto pode amplificar sua luminosidade, tornando-o visível mesmo em plena luz do dia.
De acordo com Marcelo Zurita, presidente da Associação Paraibana de Astronomia (APA), membro da Sociedade Astronômica Brasileira (SAB), diretor técnico da Rede Brasileira de Observação de Meteoros (BRAMON) e colunista do Olhar Digital, com isso, é possível que ele faça jus ao apelido “do Século” sim. “O brilho está superando as expectativas e o efeito do espalhamento frontal pode ser ainda mais surpreendente”.
Segundo o especialista, será possível acompanhar a “saúde” do cometa através das imagens do Observatório Solar e Heliosférico (SOHO), uma parceria entre a NASA e a Agência Espacial Europeia (ESA). “O corpo celeste vai cruzar o campo de visão do Coronógrafo Espectrométrico de Grande Ângulo (LASCO) 3 da espaçonave entre os dias 7 e 11 de outubro””, disse Zurita.”.
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