Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 4 de outubro de 2024 · 2 min de leitura ·

“Luz Cansada”: teoria pode contestar a história do Big Bang e da expansão do Universo?

“Luz Cansada”: teoria pode contestar a história do Big Bang e da expansão do Universo?

No fim da década de 1920, o astrônomo norte-americano Edwin Hubble propôs a ideia de um Universo em expansão, que desde então tem sido amplamente corroborada por observações científicas. No entanto, a teoria alternativa da Luz Cansada, que sugere um Universo estático, ainda persiste entre alguns estudiosos, apesar de ter sido rejeitada pela maioria da comunidade científica.

Ambas as ideias se baseiam no fato de que galáxias mais distantes exibem uma coloração mais avermelhada do que aquelas mais próximas da Terra – um fenômeno chamado desvio para o vermelho.

Isso ocorre porque, à medida que os objetos cósmicos se afastam, o comprimento de onda da luz aumenta, movendo-se para o espectro vermelho. Segundo a teoria de Hubble, como todas as galáxias estão desviadas para o vermelho, elas estariam se afastando, o que indica um Universo em expansão.

Essa constatação inspirou o físico belga Georges Lemaître a propor a teoria do Big Bang, teoria que sugere que o Universo surgiu há cerca de 13,8 bilhões de anos em uma explosão que deu início à expansão contínua do cosmos.

Por outro lado, Fritz Zwicky, astrônomo suíço contemporâneo de Hubble, ofereceu uma visão alternativa. Segundo ele, o desvio para o vermelho poderia ser explicado pela teoria da Luz Cansada, em que os fótons perdem energia ao atravessar vastas distâncias no espaço, resultando em uma luz mais avermelhada. Essa hipótese sugere que o Universo não está se expandindo, mas sim estático, com a luz perdendo força ao viajar, criando a impressão de afastamento das galáxias.

E nessa disputa, quem vence com ampla vantagem é a teoria do Big Bang. A começar pelo fato de que não há evidências que comprovem a perda de energia dos fótons ao longo de sua trajetória. 

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