Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 7 de outubro de 2024 · 2 min de leitura ·

Nave é lançada para investigar colisão com asteroide da missão DART

Nave é lançada para investigar colisão com asteroide da missão DART

A nave espacial Hera finalmente decolou a bordo de um Falcon 9, da SpaceX, às 11h02 desta segunda-feira (7), diretamente do Kennedy Space Center da NASA, na Flórida, nos Estados Unidos. A missão da Agência Espacial Europeia (ESA) vai investigar os vestígios deixados pela colisão da DART com o asteroide Dimorphos, ocorrida há cerca de dois anos.

Agora, a espaçonave se prepara para uma manobra no espaço profundo (DSM) que deve ocorrer dentro de duas semanas, seguida por uma passagem por Marte, a uma distância de 5.000 a 8.000 km, e uma passagem por Deimos (uma das duas luas do planeta vermelho), em março de 2025. 

Segundo a NASA, uma DSM em janeiro de 2026 coloca a Hera na direção do sistema Didymos/Dimorphos. A sequência de captura orbital começa em 14 de dezembro de 2026 e termina com a inserção em órbita no final de janeiro ou início de fevereiro de 2027. Também existem oportunidades de lançamento de backup em 2025, com chegada no final de 2030, e em 2026, com chegada no início de 2031.

“Temos uma nave espacial funcionando”, disse o astrônomo Alan Fitzsimmons, um membro do conselho da equipe científica da Hera, durante a transmissão ao vivo. “Agora estamos voltando para Didymos e Dimorphos, faremos essas medições e faremos do mundo um lugar mais seguro contra o impacto de asteroides”, completou.

Embora nem Dimorphos (de 163 metros de largura) nem seu companheiro maior (medindo 780 metros), Didymos, estivessem em rota de colisão com a Terra, o procedimento foi um teste de defesa planetária de um método que poderá, eventualmente, nos proteger do ataque de outro asteroide que possa oferecer algum risco em potencial. 

Agora, dois nos depois do impacto, chegou a vez da missão Hera, uma espécie de “segundo ato” da DART, entrar em cena. A sonda vai conduzir pesquisas detalhadas in loco em Dimorphos e Didymos, com foco especial na cratera deixada pela colisão da missão DART e uma medição precisa da massa do asteroide atingido.

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