Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 10 de outubro de 2024 · 2 min de leitura ·

Descoberta em Jerusalém confirma guerra descrita na Bíblia

Descoberta em Jerusalém confirma guerra descrita na Bíblia

Jerusalém tem uma histórica riquíssima, sendo o berço das três principais religiões monoteístas (judaísmo, cristianismo e islamismo). Ao longo de milênios, o controle da cidade foi desejado por diversos povos, o que levou a inúmeras guerras. Agora, um grupo de arqueólogos encontrou evidências de um cerco militar até então desconhecido.

No bairro de Mordot Arnona, em Jerusalém, os arqueólogos descobriram um prédio administrativo que era usado para tributação nos tempos antigos. O edifício passou por uma série de mudanças durante os séculos VIII e VII a.C.

A equipe descobriu que, durante o século VIII a.C., o local foi usado como um centro que processava impostos para Ezequias e continha jarros com inscrições dizendo que os impostos eram propriedade do rei. Também foram identificados nomes de pessoas que possivelmente eram responsáveis pela cobrança destes impostos.

Quando Senaqueribe invadiu a Judéia, suas forças destruíram esse prédio e o reduziram a uma pilha de escombros. Grandes pedras da fundação do edifício foram colocadas em cima dos escombros, tornando-os mais visíveis para os moradores da paisagem circundante. Segundo os pesquisadores, a destruição do local foi uma mensagem do governo imperial assírio sobre quem estava no controle da região.

Os arqueólogos ainda descobriram que, durante o século VII a.C., o prédio foi reconstruído e os jarros foram novamente usados para cobrar impostos. Mas, desta vez, as inscrições eram diferentes, indicando que as pessoas não estavam pagando impostos a Ezequias, mas sim ao rei da Assíria.

Alessandro Di Lorenzo é editor do Olhar Digital e formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

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