
O furacão Milton tocou a costa dos Estados Unidos com menos força do que o esperado. Mesmo assim os cientistas ficaram impressionados com a evolução do fenômeno climático nas horas anteriores a sua chegada no território norte-americano. Uma animação da NASA mostra como a tempestade se tornou tão forte.
De acordo com a agência espacial dos EUA, o furacão Milton passou por um “período notável de rápida intensificação” após se formar na Baía de Campeche. Os ventos aumentaram de 56 quilômetros por hora para 257 quilômetros por hora em um período de apenas dos dias, atingindo a categoria 5, a mais forte possível.
Segundo os cientistas, a formação do fenômeno climático parece ter sido influenciada pelo giro da América Central, uma área sazonal de baixa pressão que resulta em um fluxo ciclônico ou anti-horário em grande escala que pode se estender pelo oeste do Caribe, sul do Golfo do México, incluindo a Baía de Campeche e extremo leste do Pacífico.
#Milton is the fastest Atlantic hurricane to intensify from a Tropical Depression to a Category 5 Hurricane, taking just over 48 hours. This animation shows Milton as it intensified, with the heaviest rains (red) concentrated near the center. https://t.co/uXpdGH1yEd pic.twitter.com/YWwrpgQcTe
Eles prosseguem afirmando que, “depois que um cavado de baixa pressão girou do sudeste para o sudoeste do Golfo, a atividade de tempestades começou a se consolidar no sudoeste do Golfo na Baía de Campeche”. A atividade persistente de tempestades nesta área levou à formação de uma área de baixa pressão e, no dia 5 de outubro, o Centro Nacional de Furacões dos EUA (NHC) classificou o fenômeno como uma depressão tropical.
Pouco depois, o Milton se tornou um furacão. No geral, a intensificação do fenômeno foi alimentada pela água excepcionalmente quente no Golfo do México. Segundo a Nasa, este aquecimento do oceano é resultado da atividade humana.
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