
A ilha de Creta, localizada na atual Grécia, fascina os historiadores há décadas. A região é o berço da antiga civilização minoica, que surgiu durante a Idade do Bronze e floresceu aproximadamente entre o século XXX e XV a.C. As ruínas dela só foram descobertas no começo do século XX e até hoje vários segredos seguem intrigando a ciência, caso do chamado Disco de Festo.
No total, o disco conta com 241 ocorrências de 45 símbolos. Alguns retratam claramente o formato de pessoas, enquanto outros podem representar animais, plantas, armas, ferramentas e outros objetos.
Eles são agrupados em “palavras” por traços verticais, mas nada se sabe sobre como os símbolos soavam ou funcionavam. As primeiras interpretações sugeriram que eles eram uma forma escrita primitiva do grego que descrevia um sacrifício de animal realizado em um templo.
No entanto, uma pesquisa de 2004 sugeriu que o disco na verdade era uma carta sobre uma disputa por terras escrita na língua luvita da antiga Anatólia, atual Turquia. Esta teoria não foi completamente aceita e alguns pesquisadores propõem que a escrita em questão seria a hitita (ou até mesmo o egípcio).
Por fim, também há quem defenda que as inscrições sejam uma oração a uma deusa ou um hino fúnebre, mas escrita em uma língua desconhecida. O mistério permanece. As informações são do Live Science.
Alessandro Di Lorenzo é editor do Olhar Digital e formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
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