
O Telescópio Espacial James Webb (JWST, na sigla em inglês) correu contra o tempo e conseguiu fotografar um exoplaneta que só reaparecerá em dez anos. A fotografia foi realizada de forma direta.
“O AF Lep b está bem na borda interna de ser detectável. Embora seja extraordinariamente sensível, o JWST é menor do que nossos maiores telescópios no solo. E estamos observando em comprimentos de onda maiores, o que tem o efeito de fazer os objetos parecerem mais difusos. Torna-se difícil separar uma fonte da outra quando elas parecem tão próximas”, disse o pesquisador Kyle Franson, da Universidade do Texas em Austin (EUA), em declaração.
Mas como o exoplaneta observado está a 88 anos-luz da Terra, ele aparenta, na foto do JWST, pouco mais do que uma mera partícula.
O primeiro exoplaneta foi descoberto na década de 1990. Hoje, já são mais de seis mil. Contudo, pouquíssimos foram fotografados de forma direta. Boa parte deles é identificada a partir de seu efeito sobre a estrela hospedeira, tanto quando bloqueiam a luz ao cruzar a face estelar, como por conta das forças gravitacionais que exercem sobre ela.
Isso se dá, pois, a separação angular entre exoplanetas e estrelas hospedeiras, quando vista de muitos anos-luz de distância, se torna pequena, ficando difícil distingui-los e ficam sobrecarregados pelas luzes estelares.
Mas o Webb leva vantagem para observar os exoplanetas e suas estrelas, pois ele tem o coronógrafo, instrumento que bloqueia a luz estelar para facilitar a observação dos planetas. E o AF Lep b é um bom candidato, pois, já que é um planeta bem jovem, seu “brilho de vaga-lume” é forte.
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