
Cristóvão Colombo é considerado um personagem fundamental para a história. O navegador e explorador genovês foi responsável por liderar a frota que “descobriu as Américas” em 12 de outubro de 1492. Mas a origem dele pode ser diferente do que acreditava até agora.
A conclusão tem como base uma análise de DNA retirado dos restos mortais do filho de Colombo, Ferdinand, e do irmão Diego. No entanto, muitos cientistas ficaram com o pé atrás. Para que as descobertas sejam confirmadas, os resultados precisariam ser cuidadosamente examinados ou até replicados.
Segundo o ex-diretor do Instituto Nacional de Toxicologia e Ciências Forenses da Espanha, Antonio Alonso, o documentário não explica detalhadamente os resultados do DNA de Colombo. Por isso, ele afirma que “do ponto de vista científico, não podemos realmente avaliar o que estava no documentário porque eles não ofereceram nenhum dado da análise.
De qualquer forma, a história do navegador tem sido revisitada e não está descartado que a herança genovesa dele não reflita a verdade. Já existe uma teoria que afirma que Colombo era secretamente judeu, nascido na Espanha em uma época de intensa perseguição religiosa e limpeza étnica. Mais uma vez, no entanto, faltam evidências claras que comprovem tal argumentação.
Alessandro Di Lorenzo é editor do Olhar Digital e formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
Bruno Capozzi é jornalista, mestre em Ciências Sociais e editor executivo do OD.
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