Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 15 de outubro de 2024 · 2 min de leitura ·

Lixo espacial pode causar a próxima emergência ambiental

Lixo espacial pode causar a próxima emergência ambiental

O aumento do número de lançamentos de foguetes e satélites pode desencadear a próxima grande emergência ambiental. Diversos estudos já apontaram os efeitos negativos destes equipamentos ao meio ambiente.

Nos últimos 15 anos, o número de foguetes lançados por ano quase triplicou, enquanto o número de satélites orbitando o planeta duplicou. Este cenário também resulta no aumento preocupante na quantidade de detritos espaciais.

A previsão é que cerca 100 mil espaçonaves possam circundar a Terra até o final desta década. A maioria desses satélites pertencerá a um dos projetos de megaconstelação, como o Starlink, da SpaceX, que estão atualmente planejados ou sendo implantados. Já a quantidade de lixo espacial queimando na atmosfera anualmente deve atingir mais de 3.300 toneladas.

A maioria dos foguetes em uso hoje funciona com combustíveis fósseis e libera fuligem, que absorve calor e pode aumentar as temperaturas nos níveis superiores da atmosfera da Terra. A incineração atmosférica de satélites produz óxidos de alumínio, que também podem alterar o equilíbrio térmico do planeta.

Ambos os tipos de emissões também têm o potencial de destruir o ozônio, o gás protetor que impede que a perigosa radiação ultravioleta (UV) atinja a superfície da Terra. Além disso, podem produzir anomalias significativas de temperatura na estratosfera.

Outro efeito deste manto de cinzas metálicas que está se formando na estratosfera como resultado das reentradas dos satélites pode ser a interferência no campo magnético da Terra. Estas poeiras podem enfraquecer o campo magnético, possivelmente permitindo que uma radiação cósmica mais prejudicial atinja a superfície do planeta.

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