
Um estudo publicado no Evolutionary Journal of the Linnean Society revelou que o maior anfíbio do mundo, a salamandra gigante chinesa, não é uma única espécie, como se pensava anteriormente, mas sim um conjunto de várias espécies que habitam rios diferentes.
Essa descoberta tem implicações importantes para os esforços de conservação, especialmente considerando a grave ameaça que esses animais enfrentam em função da exploração excessiva e da perda de habitat.
Em um comunicado, o professor Samuel Turvey, pesquisador do Instituto de Zoologia da Sociedade Zoológica de Londres (ZSL) e um dos autores do artigo, disse que as salamandras gigantes chinesas estão catalogadas como criticamente ameaçadas, principalmente devido à coleta indiscriminada de indivíduos selvagens para abastecer a indústria de alimentos de luxo na China.
“Todas as espécies que identificamos agora estão em alto risco de desaparecer para sempre”, explicou. “Se quisermos evitar a perda dos maiores anfíbios do mundo, precisamos agir com urgência para que essas espécies recém-reconhecidas sejam formalmente protegidas”.
A possibilidade de que as salamandras gigantes não fossem uma única espécie foi levantada há 20 anos. Com a análise de dados genéticos, Turvey e sua equipe conseguiram confirmar a existência de pelo menos sete espécies distintas, com base em diferenças genéticas observadas nas populações, que são comparáveis às que se encontram entre outras espécies de salamandras.
As salamandras gigantes chinesas podem alcançar até 1,8 metro de comprimento. Sua pele permite que absorvam oxigênio diretamente da água em que vivem. Apesar da visão limitada devido a seus olhos pequenos, elas são altamente adaptadas, com sensores que detectam vibrações de vermes, crustáceos, pequenos peixes e sapos que compõem sua dieta.
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