
Um grupo de cientistas conseguiu montar o genoma mais completo até hoje do tigre-da-tasmânia. O resulto foi possível a partir de análises feitas com os restos mortais do animal extinto. Este é considerado mais um passo na tentativa de trazer a espécie de volta à vida.
A montagem do genoma faz parte dos esforços, liderados pela empresa Colossal Biosciences, feitos através de análises realizadas em uma cabeça de 110 anos. O bom estado de preservação deste espécime permitiu aos pesquisadores juntar a maior parte de sua sequência de DNA, bem como fitas de RNA que mostram quais genes estavam ativos em vários tecidos quando o animal morreu.
O genoma recém montado é semelhante em tamanho a um genoma humano, consistindo em 3 bilhões de pares de bases de nucleotídeos, moléculas que formam os degraus da escada do DNA. Quarenta e cinco lacunas permanecem na sequência e os cientistas tentar resolver estes problemas em breve a partir de mais estudos.
Até agora, muitos especialistas acreditavam que era impossível reconstruir um genoma completo a partir de amostras históricas. Por isso, a descoberta ganha ainda mais destaque. A ideia é que estes avanços ajudem a reintroduzir o tigre-da-tasmânia na natureza.
Alessandro Di Lorenzo é editor do Olhar Digital e formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
Lucas Soares é editor de Ciência e Espaço no Olhar Digital e formado em Jornalismo pela Universidade Presbiteriana Mackenzie.
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