Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 23 de outubro de 2024 · 2 min de leitura ·

Intelsat perde satélite de comunicações em órbita

Intelsat perde satélite de comunicações em órbita

A Intelsat anunciou nesta segunda-feira, 21 de outubro, a perda total de um de seus principais satélites de comunicações, o Intelsat-33e. O satélite fabricado pela Boeing sofreu uma falha grave em 19 de outubro, interrompendo suas operações e gerando a necessidade de redistribuição dos clientes para outras plataformas.

A empresa, em colaboração com a Boeing e órgãos governamentais, está investigando a causa do problema. Segundo nota da Intelsat, uma Comissão de Revisão de Falhas foi convocada para realizar uma análise abrangente da anomalia.

O satélite, que estava em operação desde janeiro de 2017, apresentou falha prematura, já que deveria funcionar entre 15 e 20 anos. A Intelsat mencionou que, com base nas informações disponíveis, é improvável que o satélite seja recuperável. A Força Espacial dos EUA começou a monitorar os fragmentos resultantes da quebra, enquanto empresas de rastreamento também indicam um número crescente de detritos em órbita.

O satélite experimentou uma anomalia em 19 de outubro, resultando na perda de energia e serviço para os clientes. Estamos trabalhando em estreita colaboração com a Boeing, o fabricante do satélite, para resolver a situação. Com base nas informações disponíveis, acreditamos que é improvável que o satélite seja recuperável.

A Intelsat afirmou que a falha afetou clientes na Europa, África e regiões do Pacífico Asiático, mas não divulgou o número exato de impactados. A empresa garantiu que está em diálogo ativo com todos os clientes afetados e que os planos de migração e restauração de serviços estão em andamento. Representantes da Intelsat estão em contato direto com as entidades impactadas.

Essa não é a primeira falha enfrentada pela Intelsat com satélites de sua frota. O antecessor do Intelsat-33e, o Intelsat-29e, também apresentou problemas significativos, sendo declarado inutilizável após apenas três anos de operação, em 2019. Na época, a empresa apontou possíveis causas como falha de fiação devido à maior atividade solar ou até colisão com micrometeoritos.

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