
A Rota da Seda ajudou a formar o mundo que conhecemos hoje. Apesar de o nome dela ser no singular, eram, na verdade, várias rotas comerciais que ligavam o Ocidente ao Oriente – e vice-versa.
E, apesar do nome “seda”, outros bens também eram levados por esses caminhos (muito embora o tecido tenha sido o principal, com origem na China e destino na Europa).
Os historiadores afirmam que ela pode ser considerada a maior rede comercial do mundo na Antiguidade e na Idade Média. Grandes civilizações como Egito Antigo, Mesopotâmia, Pérsia e até mesmo Roma, tiraram proveito desses trajetos, pelos quais passavam comerciantes, religiosos, soldados e aventureiros.
Inicialmente, as rotas eram cobertas apenas por meios terrestres. Com o passar do tempo, porém, os navios foram assumindo o protagonismo, levando alguns dos antigos caminhos ao esquecimento.
Além dos trajetos, cidades que se formaram no entorno também desapareceram, sobretudo aquelas que ficavam em regiões de difícil acesso, como as montanhas.
Um estudo recém-divulgado na Nature tenta recontar a história de algumas delas. Tugunbulak e Tashbulak ficavam nas montanhas do leste do Uzbequistão, a uma altura de aproximadamente 2,2 mil metros acima do nível do mar.
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