
Em 1181, uma estrela brilhou repentinamente na constelação de Cassiopeia, sendo observada por astrônomos da China e do Japão. Essa aparição era, na verdade, uma supernova, uma explosão estelar que iluminou o céu ao longo de seis meses.
Por séculos, cientistas tentaram localizar os restos desse evento até que, em 2013, a astrônoma amadora Dana Patchick identificou uma nebulosa, batizada de Pa 30, como o possível remanescente da explosão.
Dez anos mais tarde, avançando nos estudos sobre a nebulosa Pa 30, cientistas detectaram estruturas em forma de filamentos, parecendo “dentes-de-leão” flutuando nos restos da supernova. Os resultados foram publicados no periódico científico The Astrophysical Journal Letters
Utilizando um espectrógrafo localizado a 4.000 metros de altitude, no Observatório WM Keck, no Havaí, eles mapearam esses filamentos em 3D e mediram sua velocidade de expansão a partir do ponto da explosão. Em um comunicado, o professor Christopher Martin, do Instituto da Califórnia (Caltech), que liderou a equipe que desenvolveu o instrumento, enalteceu a qualidade dos dados obtidos.
“Uma imagem padrão do remanescente de supernova seria como uma foto estática de uma exibição de fogos de artifício”, explicou Martn, destacando que a nova tecnologia “nos dá algo mais parecido com um ‘filme’, já que podemos medir o movimento das brasas da explosão à medida que elas saem da explosão central”.
A supernova de 1181 ocorreu quando uma anã branca explodiu de forma atípica, deixando uma “estrela zumbi” como remanescente. Esse fenômeno, conhecido como supernova do Tipo Iax, é mais fraco do que explosões estelares comuns, o que coincide com relatos históricos.
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