
A maioria dos minerais é composta por combinações de vários elementos químicos. Este processo também depende das forças geológicas do nosso planeta. Por isso, é comum que existam exemplares espalhados por alguns pontos da Terra.
No entanto, nem sempre é assim. Encontrado apenas em Mianmar, no sudeste asiático, o kyawthuite é reconhecido pela Associação Mineralógica Internacional como o mineral mais raro do mundo, com apenas um exemplar conhecido.
Segundo cientistas, a presença do mineral raro em Mianmar não se deve à escassez de seus componentes (bismuto, antimônio e oxigênio). A explicação para isso são as condições geológicas criadas pela colisão das placas tectônicas indiana e eurasiática.
A fórmula química do kyawthuite é Bi3+Sb5+O4, com traços de tântalo. Tanto o bismuto (Bi) quanto o antimônio (Sb) são considerados metais raros, mas não são tão difíceis de serem encontrados. Na verdade, há mais bismuto na crosta terrestre do que ouro, enquanto antimônio é mais abundante do que prata. Já oxigênio é o elemento mais abundante da crosta terrestre.
Em outras palavras, isso significa que raridade do kyawthuite é resultado do processo de como o mineral se formou, e não da escassez dos ingredientes que o compõe. Curiosamente, Mianmar também é a fonte do segundo mineral mais raro do mundo: a painita, pedra preciosa com poucas aparições confirmadas até hoje.
Alessandro Di Lorenzo é editor do Olhar Digital e formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
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