
A conquista da Lua, em 1969, foi um dos maiores feitos da humanidade, um marco na história da exploração espacial que inspirou gerações e mudou para sempre a nossa compreensão do Cosmos. As imagens de Neil Armstrong pisando em solo lunar, transmitidas ao vivo, representavam avanços tecnológicos tão absurdos que algumas pessoas nem acreditavam que aquilo poderia ser verdade. E até hoje, mais de 50 anos depois, tem quem se questione se aquele pequeno passo para um homem seria um salto gigantesco para a humanidade ou a maior farsa de todos os tempos.
Muitos dos adeptos desta teoria se baseiam em um conjunto de “evidências” que comprovariam que aquela aventura épica não teria passado de uma grande ficção produzida em Hollywood. Só que nem mesmo as sucessivas viagens tripuladas à Lua e todo o avanço tecnológico que alcançamos a partir da Corrida Espacial, foram suficientes para convencer essas pessoas que o homem realmente pisou em solo lunar. Então, o que há nestas supostas evidências que as tornam tão convincentes? Será que elas se sustentam frente a uma análise um pouco mais criteriosa?
Uma das alegações mais comuns é a de que a bandeira americana, ao ser fincada na Lua por Armstrong e Buzz Aldrin, tremula como se estivesse sobre a ação do vento, o que seria impossível na ausência de atmosfera. Mas o que vemos nos vídeos não é a bandeira tremulando ao vento, e sim balançando por conta da forma como ela foi fixada no mastro, com uma haste horizontal para mantê-la estendida. A ondulação da bandeira é resultado da sua manipulação pelos astronautas e da sua própria estrutura, e não do vento lunar que não existe! Além disso, vemos que os astronautas tiveram uma certa dificuldade em mantê-la esticada, graças à baixa gravidade do local.
Outra alegação frequente é a ausência de estrelas nas fotos e nos vídeos feitos na Lua. Mas que grande descuido desse pessoal de Hollywood, não é!? Esqueceram de colocar as estrelas e agora foram descobertos! Só que não! As estrelas não aparecem porque a sensibilidade da câmera foi ajustada para registrar o relevo, os astronautas e o módulo lunar, que eram iluminados pelo Sol. Com esse ajuste, as estrelas, que são muito mais fracas, não aparecem nas fotos. É como tentar fotografar o céu estrelado, de dentro de um estádio de futebol, em noite de jogo. Simplesmente não rola!
As pegadas, tão bem definidas, dos astronautas na Lua também são alvo de questionamentos. Como as pegadas se formaram se o solo lunar é seco e poeirento? O negócio é que o regolito lunar é bem diferente da areia terrestre. Cada grão de areia aqui na Terra são polidos pelas chuvas, ventos e as águas dos rios, transformando-os em pequenas esferas, que quando secas, deslizam facilmente umas sobre as outras sob a ação da gravidade. Mas a poeira lunar é diferente. Chamada de regolito, ela é composta por partículas finas e irregulares que se “encaixam” e compactam facilmente quando submetidas a pressão. A ausência de atmosfera e a baixa gravidade contribuem para…
Entre para comentar.