Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 29 de outubro de 2024 · 2 min de leitura ·

Nunca tivemos tanto CO₂ na atmosfera e em velocidade histórica

Nunca tivemos tanto CO₂ na atmosfera e em velocidade histórica

A Organização Meteorológica Mundial (OMM) divulgou, nesta segunda-feira (28), relatório que mostra que os níveis de gases de efeito estufa atingiram novo recorde em 2023. O dióxido de carbono (CO₂) na atmosfera aumentou em mais de 10% nas últimas duas décadas e nunca se acumulou tão rápido como agora, de acordo com a entidade, ligada a Organização das Nações Unidas (ONU).

“Grandes incêndios florestais e uma possível redução na absorção de carbono pelas florestas combinadas com as altas emissões de CO₂ de combustíveis fósseis provenientes de atividades humanas e industriais impulsionaram o aumento”, avalia a OMM.

O Greenhouse Gas Bulletin analisa dados de concentrações de gases de efeito estufa ao invés de níveis de emissão. Os números mostram que menos da metade das emissões de CO₂ permanecem na atmosfera, enquanto um quarto é absorvido pelo oceano e pouco menos de 30%, pelos ecossistemas terrestres.

A última vez que a Terra viveu uma concentração comparável de CO₂ com a atual foi entre três e cinco milhões de anos atrás, quando a temperatura era de 2 °C a 3 °C mais quente e o nível do mar estava de dez a 20 metros mais alto do que agora, segundo o relatório.

“Estamos claramente fora do caminho para atingir a meta do Acordo de Paris de limitar o aquecimento global a bem abaixo de 2 °C e almejar 1,5 °C acima dos níveis pré-industriais. Isso é mais do que apenas estatísticas. Cada parte por milhão e cada fração de grau de aumento de temperatura tem impacto real em nossas vidas e em nosso planeta”, disse a Secretária-Geral da OMM, Celeste Saulo.

O dióxido de carbono é responsável por 64% dos gases que causam o efeito estufa na atmosfera. É emitido principalmente pela queima de combustíveis fósseis e pela produção de cimento.

Compartilhe