
Após mais de dois anos de operação, a estação espacial da China, Tiangong, está pronta para um upgrade. A intenção foi sinalizada nos últimos dias por Li Ming, presidente do Comitê de Ciência e Tecnologia da Academia Chinesa de Tecnologia Espacial, durante o Congresso Internacional de Astronáutica em Milão, na Itália.
O governo do presidente Xi Jinping vem ampliando os gastos com projetos espaciais nos últimos anos. A China já investiu bilhões de dólares no setor, com dois objetivos principais: alcançar os EUA e a Rússia e levar taikonautas (astronautas chineses) à Lua até 2030.
A atualização de Tiangong é parte importante desses planos. De acordo com Li, as mudanças na estação virão em etapas. A primeira será incrementar a estrutura central Tianhe com mais módulos.
Atualmente, Tiangong tem o formato da letra T. Com as alterações, a ideia é que a estação espacial fique mais parecida com uma cruz – ou com o que os chineses chamaram de “duplo-T”. Isso permitiria à agência estender a escala de operações à bordo.
Outro plano é tirar do papel uma “nave espacial renovável”, que possa ser reutilizada várias vezes e que envie astronautas tanto à Tiangong (na órbita baixa da Terra) quanto à Lua. Enviar humanos à Lua, como dito, é um dos principais objetivos da Agência Espacial Tripulada da China (CMSA).
“Agora estamos prontos para receber astronautas internacionais para se juntarem ao programa da estação espacial chinesa, com base no princípio de respeito mútuo, benefício mútuo, inclusão e igualdade”, disse o executivo.
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