Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 1 de novembro de 2024 · 2 min de leitura ·

Buracos negros: o que acontece quando dois deles colidem?

Buracos negros: o que acontece quando dois deles colidem?

Como quase todo mundo sabe, um buraco negro é um poço gravitacional que suga tudo o que está ao seu redor. Então, o que aconteceria se dois desses monstros cósmicos, conhecidos como os corpos mais massivos do espaço, colidissem?

A resposta mais resumida seria: eles entram em uma fusão brutal após a colisão, liberando mais energia do que qualquer morte estelar, e formam, como resultado, um buraco negro com um núcleo ainda mais massivo. Mas a prática é um pouco mais complexa que isso.

Não é lá tão comum que dois buracos negros cheguem próximos um do outro ao ponto de entrarem em fusão – mas pode acontecer. Em teoria, astrofisicamente falando, a probabilidade de dois desses monstros orbitarem próximos um do outro é relativamente fácil.

Na prática, no entanto, é mais complicado, porque, para que ambos os objetos massivos entrem em órbita, é preciso um momento angular e também muita energia dissipada – algo que, em um ambiente sem atrito como o Universo, é bastante complexo de se conseguir.

Essa “dança” entre dois buracos negros, em geral, pode acontecer de duas maneiras: ou eles nascem assim pertinho, resultado de um sistema estelar binário; ou eles também podem se encontrar aleatoriamente nas profundezas do espaço, como explica o astrofísico Paul Sutter, da Universidade Stony Brook e do Flatiron Institute, ao site Space.com.

Uma vez que ambos estão próximos, eles podem permanecer assim por tempo indeterminado, até se chocarem ao ponto de se fundirem. É aqui que entra o que os astrônomos chamam de “problema do último parsec”.

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