
A emissão de radiação dos mais de 6,3 mil satélites da Starlink, a empresa de internet da SpaceX e de Elon Musk, está atrapalhando a ação de radiotelescópios ao “cegá-los”, além de atrapalhar os astrônomos que trabalham neles.
A conclusão é de um estudo liderado pelo Instituto Holandês de Radioastronomia (Astron), que alerta para um possível “apagão astronômico“, já que afetam diretamente como os telescópios analisam o Espaço.
Dos mais de 6,3 mil satélites da Starlink, mais da metade deles está em órbita. Um terço é de modelos mais recentes e mais “brilhantes”. São eles que atrapalham os equipamentos astronômicos.
Segundo a DW, o “ruído” provocado pelos “brinquedinhos” de Elon Musk é chamado de radiação eletromagnética não intencional (UEMR, na sigla em inglês), mas não é gerado somente pelos satélites da Starlink, mas, também, por outros equipamentos de empresas que atuam no Espaço. Eles também provêm internet para a Terra, especialmente para lugares remotos e sem condições de receber internet terrestre.
Os cientistas que realizaram a pesquisa explicaram que a radiação que os satélites de segunda geração da Starlink causam interferência 32 vezes acima da gerada pelos equipamentos da primeira geração.
“Quando dizemos ‘cego’, significa que seu olho capta muita luz para que você possa ver alguma coisa, está ficando saturado. Isso é exatamente o que acontece com nossos radiotelescópios”, explica Winkel.
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