
Quando chuvas intensas e ventos fortes assolam áreas costeiras densamente povoadas, cidades inteiras podem ser destruídas. Felizmente, governos e moradores têm a chance de se preparar com antecedência para minimizar os danos. Muitos desses desastres são causados por rios atmosféricos, que consistem em correntes de vapor d’água altamente concentradas transportadas por ventos intensos.
Estes fenômenos, popularmente chamados de “rios no céu”, são monitorados pelos meteorologistas, mas entender a dinâmica por trás deles poderia tornar as previsões mais precisas.
Em um estudo recém-publicado na revista Nature Communications, o professor Da Yang, da Universidade de Chicago, e o pesquisador Hing Ong, do Laboratório Nacional Argonne, ambos nos EUA, apresentam uma nova equação matemática que esclarece os processos que governam os rios atmosféricos.
A equipe espera que essa nova ferramenta ajude a prever eventos climáticos extremos e a compreender melhor como as mudanças climáticas influenciam tais fenômenos, além de melhorar a comunicação dos riscos meteorológicos.
Os rios atmosféricos são regiões estreitas e alongadas de vapor d’água que se formam nos trópicos e viajam em direção aos polos, transportando grandes volumes de umidade com ventos fortes.
Eles podem carregar até 15 vezes mais água do que o rio Mississippi e provocar chuvas intensas, neve e ventos severos ao atingirem áreas terrestres. Na Califórnia, por exemplo, cerca de metade da precipitação anual é trazida por rios atmosféricos, o que revela sua importância para o ciclo hídrico da região.
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