
Em um centro de pesquisa agrícola em Xangai, na China, cientistas observaram as primeiras espigas maduras de arroz provenientes de sementes cultivadas no espaço.
Seis sementes de arroz foram enviadas à estação espacial Tiangong em 2022, a bordo da missão Wentian – primeiro módulo de pesquisa do laboratório orbital chinês. Ao longo de 180 dias, taikonautas (designação para astronautas da China) da missão Shenzhou-14 conduziram experimentos com esses grãos, cultivando 59 sementes em órbita a partir deles.
Ao retornarem para a Terra, algumas foram selecionadas para cultivo em uma sala de clima controlado, e o processo gerou cerca de 10 mil sementes adicionais, que foram plantadas em campos agrícolas para uma colheita em maior escala.
China’s space-bred rice harvest is in! After 100 days of growth, seeds cultivated on China’s space station Tiangong in 2022 have yielded plentiful crops on Earth. For more: https://t.co/QCgFSPZCV0 pic.twitter.com/YGS4B7g4n1
Zheng Huiqiong, pesquisadora do Centro de Excelência em Ciências Moleculares de Plantas da Academia Chinesa de Ciências, que lidera os estudos com o chamado “arroz espacial”, revelou à agência de notícias Xinhua as descobertas iniciais sobre as gerações resultantes.
Segundo ela, os resultados mostram que o arroz cultivado no espaço mantém capacidade de reprodução na Terra, demonstrando que seria possível produzir alimentos em ambientes espaciais. A técnica de reprodução espacial expõe as sementes à radiação cósmica e à microgravidade, provocando mutações genéticas. De volta ao nosso planeta, essas mutações são avaliadas para identificar características vantajosas, como maior produtividade, resistência a doenças e ciclos de crescimento mais curtos.
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