
Uma tumba egípcia intocada pode revelar detalhes sobre as práticas funerárias antigas do Egito. O Ministério do Turismo e Antiguidades do país comunicou que a descoberta foi feita durante uma escavação egípcia-estadunidense e pode “mudar a história da região”.
O achado remonta ao Império Médio, mais especificamente às 12ª (1991 a.C. a 1802 a.C.) e 13ª dinastias (1803 a.C. a 1649 a.C.).
Em comunicado, Ayman Ashmawi, chefe do Setor Arqueológico Egípcio, disse que uma enchente anterior no local da escavação, a Necrópole de Al-Asasif, danificou gravemente os caixões de madeira e tecidos de linho que envolviam os corpos dentro da tumba egípcia. No entanto, grande parte do conteúdo do sepultamento foi preservado e continuou no local original, perto dos esqueletos.
A escavação conjunta estava envolvida na limpeza do túmulo de Karabasken, da 25ª dinastia, quando encontrou o achado, ainda lacrado. O que os arqueólogos viram no interior pode dar novas informações sobre os ritos funerários das dinastias.
Haviam 11 esqueletos de homens, mulheres e crianças dentro do túmulo. Os ossos estavam acompanhados de joias e estátuas.
Uma das que mais impressionou os arqueólogos foi um colar com 30 contas cilíndricas de ametista e duas contas cilíndricas de ágata, todas envoltas em uma figura de cabeça de hipopótamo. O animal tinha vários significados para os egípcios, como poder, riqueza, fertilidade e renascimento.
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