
O conceito de ciência foi criado e evoluiu junto com o avanço da humanidade. O mesmo aconteceu com a palavra “cientista”. Você sabia que ela foi criada por causa de uma mulher?
Estamos falando de Mary Somerville. Nascida em 26 de dezembro de 1780, em Edimburgo, ela foi uma física, geóloga e química escocesa que também tocava piano e falava latim, francês e grego.
O texto criado por Mary Somerville impressionou tanto que obrigou um de seus revisores a criar um termo melhor para descrevê-la. Na época, era utilizado “man of science”, ou “homem da ciência,” para se referir aos autores.
William Whewell, historiador britânico, chegou a escrever um artigo complementar no qual cunhou pela primeira vez a palavra “scientist”, ou “cientista”, para falar de Mary. E nesse artigo ele comparava esse neologismo a uma palavra que já existia, que era “artist”, ou “artista”.
Segundo a biógrafa de Somerville, a ideia não era criar um termo de gênero neutro, mas sim uma palavra que “celebrasse a iluminação peculiar da mente feminina”. Ou seja, a capacidade de conectar campos aparentemente separados em uma única disciplina.
Os livros da inspiradora da palavra ‘cientista’ traduziam, reuniam e explicavam diferentes campos científicos, o que a levou a ser nomeada rainha da ciência no século XIX. Ela morreu em 29 de novembro de 1872, em Nápoles, na Itália, e acabou caindo no esquecimento com o passar do tempo.
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