
Pesquisadores vêm estudando há anos alguns artefatos milenares descobertos onde hoje é a China. São cascos de tartaruga ou omoplatas de bois com inscrições feitas com caracteres chineses antigos.
Chamados de “Ossos de Oráculo”, esses objetos datam de 3.250 anos e sugerem o desenvolvimento da escrita na China antiga. No entanto, há evidências de que eles também eram usados para outros propósitos.
Os “Ossos de Oráculo” eram frequentemente feitos de cascos de tartaruga e das omoplatas de bois. De acordo com os arqueólogos, as inscrições eram feitas com um instrumento afiado e normalmente expressavam alguma questão importante para aquela sociedade.
Depois, o objeto era aquecido até rachar. Essas rachaduras então eram “interpretadas” por “videntes” da época. Era uma maneira de tentar prever o futuro. Os ossos e conchas eram reutilizados até que não houvesse mais espaço. Por isso, existem mais de 100 mil inscrições são conhecidas.
Dessa forma, os pesquisadores consideram que os artefatos são a forma mais antiga existente de escrita chinesa. Muitos dos cerca de 5 mil caracteres antigos ainda são usados no chinês moderno, embora vários sinais ainda não sejam muito bem compreendidos.
Alessandro Di Lorenzo é editor do Olhar Digital e formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
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