Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 12 de novembro de 2024 · 2 min de leitura ·

Sequência de erupções faz objeto criovulcânico enigmático brilhar quase 300 vezes mais

Sequência de erupções faz objeto criovulcânico enigmático brilhar quase 300 vezes mais

Conhecido por seus “vulcões de gelo”, o enigmático objeto 29P/Schwassmann-Wachmann voltou a surpreender os astrônomos com uma sequência de quatro erupções em rápida sucessão, resultando em um aumento de brilho de 289 vezes – o maior registrado desde 2021. 

Classificado como centauro, categoria de corpos celestes que orbitam entre Júpiter e Netuno, 29P parece um cometa, mas exibe comportamentos peculiares que desafiam a compreensão científica.

Assim como outros cometas, ele contém diversos tipos de gelo e poeira que se aquecem e evaporam ao se aproximarem do Sol, gerando jatos e explosões que liberam partículas no espaço, refletindo luz e causando seu brilho característico. 

A diferença, no entanto, está na órbita quase circular do 29P, que faz com que sua distância do Sol varie pouco. Isso deveria manter suas temperaturas estáveis, mas ele experimenta erupções constantes, tornando-se um dos objetos mais explosivos do Sistema Solar, atrás apenas da lua Io, de Júpiter. 

Entre 2 e 4 de novembro, o corpo celeste passou por quatro erupções, surpreendendo os astrônomos, pois ele não está em seu ponto mais próximo do Sol e não se espera que atinja novamente essa posição em uma década.

Em 2021, a maior erupção em 40 anos ocorreu enquanto o 29P estava a uma distância média do Sol, mas bem depois de seu periélio (ponto mais próximo da estrela). Desde então, acreditava-se que o comportamento das erupções seguia um padrão de 57 dias, possivelmente indicando o período de rotação do centauro – uma rotação lenta para um objeto de apenas 60 km de diâmetro, permitindo o acúmulo gradual de calor em seu lado exposto ao Sol.

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