Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 13 de novembro de 2024 · 2 min de leitura ·

Relíquias em câmara secreta podem desvendar história de sacerdotisa egípcia

Relíquias em câmara secreta podem desvendar história de sacerdotisa egípcia

Um caixão decorado e uma câmara funerária carregada de bens podem desvendar mais detalhes sobre a história de uma sacerdotisa egípcia que viveu há quase 4.000 anos. A descoberta foi feita na antiga necrópole egípcia de Asyut, que fica ao longo do Rio Nilo.

A região vem passando por escavações desde 2003. De acordo com um novo anúncio, os arqueólogos descobriram a câmara atrás de um muro de pedra no fundo de um poço vertical de 14 metros de profundidade.

As inscrições nos caixões revelam informações valiosas sobre a pessoa enterrada — Idy, uma sacerdotisa da deusa Hathor, divindade da beleza e patrona das artes cosméticas. Ela detinha o título honorário de “Senhora da Casa”.

Embora parcialmente destruída, restos de seus ossos e roupas permanecem no caixão. Os exames preliminares dos pesquisadores sugerem que a mulher tinha cerca de 40 anos quando faleceu, embora não esteja claro qual foi a causa da morte.

Datada por volta de 1880 a.C., a câmara foi saqueada por ladrões de túmulos, que provavelmente levaram joias e objetos de metal — mas muitos dos bens permaneceram intactos. A lista inclui: estatuetas de madeira, uma adaga, insígnias faraônicas e oferendas de comida aos deuses.

Seu elaborado sepultamento e título indicam que ela ocupou uma posição significativa na antiga corte egípcia. Idy foi sepultada no túmulo de seu pai, Djefaihapi I, um alto oficial durante o Império Médio sob o faraó Senusret I.

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