
Provavelmente você não lembra de muitos detalhes, mas estudou a tabela periódica na época do colégio. Pois saiba que existe uma versão atualizada dela que revela a origem de cada elemento químico existente no nosso Universo.
Conhecida como tabela periódica cósmica, ela é na verdade quase uma árvore genealógica da síntese química de tudo o que existe. Esse conceito foi desenvolvido e popularizado por vários cientistas ao longo das décadas e leva em conta eventos cósmicos muito mais antigos do que a humanidade.
Logo após o Big Bang, há cerca de 13,8 bilhões de anos, as condições de temperatura e densidade extremas permitiram a formação dos primeiros elementos químicos. Foi aí que surgiram os núcleos de hidrogênio e hélio, os mais simples e abundantes.
Com a criação das estrelas, no entanto, começaram a surgir elementos mais pesados. Dentro dos núcleos estelares, a fusão nuclear, o processo em que os núcleos de átomos leves se combinam para formar núcleos mais pesados, deu origem ao carbono, nitrogênio, oxigênio e outros componentes essenciais para a vida.
Estrelas menores, como o Sol, fundiram hidrogênio em hélio e, em suas fases finais de vida, hélio em carbono e oxigênio. Ao morrerem (e explodirem), elas formaram nebulosas planetárias e liberaram os elementos que criaram em seu interior.
Alessandro Di Lorenzo é editor do Olhar Digital e formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
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