Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 12 de março de 2026 · 2 min de leitura ·

Asteroide descoberto há quatro dias passa perto da Terra esta noite

Asteroide descoberto há quatro dias passa perto da Terra esta noite

Um asteroide descoberto recentemente deve passar relativamente próximo da Terra na madrugada desta sexta-feira (13). O objeto tem dimensões comparáveis às de um ônibus e cruzará o espaço mais perto do que a Lua, passando sobre a região da Antártida. Apesar da proximidade, especialistas afirmam que não há qualquer risco de colisão com o nosso planeta nem com o satélite natural.

Batizado de 2026 EG1, o asteroide atingirá o ponto de maior aproximação às 0h27, pelo horário de Brasília, quando estará a cerca de 317,8 mil km do Hemisfério Sul da Terra. Embora a distância pareça pequena em termos astronômicos, ela ainda é considerada segura pelos cientistas que monitoram objetos próximos do planeta.

Estimativas da NASA indicam que o objeto, com diâmetro entre 10 e 22 metros, se desloca a cerca de 34.620 km/h em relação à Terra. Após essa rápida passagem, seguirá seu caminho pelo espaço sem provocar qualquer efeito relevante no planeta.

As primeiras observações realizadas após sua descoberta, no domingo (8), mostram que o 2026 EG1 percorre uma órbita elíptica ao redor do Sol que dura cerca de 655 dias. Ao longo desse caminho, sua trajetória varia bastante: em alguns momentos ele passa perto da órbita terrestre e, em outros, segue bem além da região ocupada por Marte.

Segundo os cálculos mais recentes, o próximo encontro desse asteroide com outro planeta ocorrerá apenas em 13 de setembro de 2186. Na ocasião, ele deverá passar a cerca de 12,1 milhões de km de Marte – uma distância segura também para o Planeta Vermelho.

Esse é apenas um entre mais de 41 mil asteroides próximos da Terra que são monitorados por astrônomos. São considerados “próximos” os objetos cujas órbitas podem passar a menos de 7,5 milhões de quilômetros do planeta. Conforme destaca o site Space.com, esse número tende a crescer nos próximos anos, principalmente com a entrada em operação do Observatório Vera Rubin, no Chile, que já identificou cerca de dois mil novos objetos do Sistema Solar em seus primeiros dados de teste.

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