
Um asteroide descoberto recentemente deve passar relativamente próximo da Terra na madrugada desta sexta-feira (13). O objeto tem dimensões comparáveis às de um ônibus e cruzará o espaço mais perto do que a Lua, passando sobre a região da Antártida. Apesar da proximidade, especialistas afirmam que não há qualquer risco de colisão com o nosso planeta nem com o satélite natural.
Batizado de 2026 EG1, o asteroide atingirá o ponto de maior aproximação às 0h27, pelo horário de Brasília, quando estará a cerca de 317,8 mil km do Hemisfério Sul da Terra. Embora a distância pareça pequena em termos astronômicos, ela ainda é considerada segura pelos cientistas que monitoram objetos próximos do planeta.
Estimativas da NASA indicam que o objeto, com diâmetro entre 10 e 22 metros, se desloca a cerca de 34.620 km/h em relação à Terra. Após essa rápida passagem, seguirá seu caminho pelo espaço sem provocar qualquer efeito relevante no planeta.
As primeiras observações realizadas após sua descoberta, no domingo (8), mostram que o 2026 EG1 percorre uma órbita elíptica ao redor do Sol que dura cerca de 655 dias. Ao longo desse caminho, sua trajetória varia bastante: em alguns momentos ele passa perto da órbita terrestre e, em outros, segue bem além da região ocupada por Marte.
Segundo os cálculos mais recentes, o próximo encontro desse asteroide com outro planeta ocorrerá apenas em 13 de setembro de 2186. Na ocasião, ele deverá passar a cerca de 12,1 milhões de km de Marte – uma distância segura também para o Planeta Vermelho.
Esse é apenas um entre mais de 41 mil asteroides próximos da Terra que são monitorados por astrônomos. São considerados “próximos” os objetos cujas órbitas podem passar a menos de 7,5 milhões de quilômetros do planeta. Conforme destaca o site Space.com, esse número tende a crescer nos próximos anos, principalmente com a entrada em operação do Observatório Vera Rubin, no Chile, que já identificou cerca de dois mil novos objetos do Sistema Solar em seus primeiros dados de teste.
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