Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 22 de novembro de 2024 · 2 min de leitura ·

Cientistas podem ter descoberto causa do congelamento do núcleo interno da Terra

Cientistas podem ter descoberto causa do congelamento do núcleo interno da Terra

No passado, o núcleo da Terra era líquido, mas, com o passar do tempo, ele se tornou sólido. Até hoje, o motivo dessa mudança de estado era uma incógnita, mas um grupo de cientistas acredita ter finalmente desvendado este mistério.

O núcleo de nosso planeta é um dos grandes mistérios acerca da Terra, já que ele é muito difícil de se estudar. Afinal, além de ser extremamente quente (4.726,85 °C), ele está muito distante de nós – mais de 5,1 mil km, enquanto o máximo que os humanos conseguiram escavar até hoje foram apenas 12.263 mil metros.

O que nos ajuda a estudar esse maravilhoso sistema interno de nossa casa é a observação das ondas sísmicas que viajam mundo afora, bem como as linhas de seu campo magnético, resultado das condições do núcleo.

No The Conversation, Alfred Wilson-Spencer, pesquisador de Física Mineral na Universidade de Leeds e principal autor do novo estudo – publicado no servidor de pré-impressão EarthArXiv e ainda não revisado por pares –, explica que, “à medida que a Terra esfria gradualmente, o núcleo interno se expande para fora [enquanto] o líquido rico em ferro ao redor ‘congela'”, deixando-o super quente.

Se entendermos como o núcleo deixou de ser líquido, poderemos ser capazes de entender os campos magnéticos da Terra, levando à compreensão das condições necessárias para que a vida prospere, pois sabemos o quão importante a magnetosfera é para proteger a Terra da radiação solar.

“Este processo de congelamento libera elementos, como oxigênio e carbono, que não são compatíveis com estar em um sólido quente. Ele cria um líquido quente e flutuante no fundo do núcleo externo. O líquido sobe para o núcleo externo líquido e se mistura com ele, o que cria correntes elétricas (por meio de ‘ação de dínamo’) que gera nosso campo magnético”, explica Wilson-Spencer.

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