Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 23 de novembro de 2024 · 2 min de leitura ·

Descoberta pode mudar o que sabemos sobre a história da escrita

Descoberta pode mudar o que sabemos sobre a história da escrita

A escrita é considerada uma das maiores invenções da humanidade. Através dela foi possível armazenar e transmitir conhecimento, impulsionando várias descobertas que nos levaram até o ponto em que estamos hoje.

No entanto, o processo de transição entre os hieróglifos e o alfabeto moderno pode ter acontecido muito antes do que se pensava. É isso o que defende um novo trabalho apresentado pelo arqueólogo Glenn Schwartz, da Universidade Johns Hopkins.

De acordo com o pesquisador, os cilindros foram perfurados, o que indica o uso de uma corda amarrando-os a outro objeto. Uma das possibilidades é que eles detalhassem o conteúdo de uma embarcação, de onde ela veio, ou a quem pertencia. No entanto, o próprio Schwartz destaca que estas são apenas especulações.

Existem apenas 12 símbolos nos cilindros e um deles se parece mais com um hieróglifo do que com uma letra. Por isso, a teoria não é defendida por muitos na comunidade científica.

Os cilindros desempenharam um papel importante no desenvolvimento da escrita. Estes objetos podem ter sido usados como as formas pré-alfabéticas mais importantes do período antigo. Durante séculos antes do alfabeto, os pictogramas cuneiformes representavam a linguagem escrita da Mesopotâmia e arredores, por exemplo.

Muitos segredos sobre este passado podem estar escondidos na região do Oriente Médio, onde a prática se disseminou séculos depois. Por isso, ainda são necessários estudos mais aprofundados e novas evidências para que o atual entendimento seja descartado.

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