Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 2 de dezembro de 2024 · 2 min de leitura ·

Estudo revela como extinções em massa podem fortalecer a vida

Estudo revela como extinções em massa podem fortalecer a vida

Um novo estudo propõe uma visão intrigante sobre os impactos de grandes extinções na vida na Terra e, potencialmente, em outros planetas. A pesquisa sugere que eventos catastróficos não apenas reduzem drasticamente a biodiversidade, mas também podem ser gatilhos para o aumento da complexidade e diversidade da vida ao longo do tempo.

A hipótese central do estudo — publicado na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society — desafia a visão tradicional de que extinções em massa representam apenas retrocessos. Coautor do estudo, o astrofísico Arwen Nicholson, da Universidade de Exeter, disse ao Live Science, “quando você tem um colapso, isso dá potencial para algo novo surgir”.

Os pesquisadores usaram um modelo computacional conhecido como Tangled Nature Model para simular como grupos de espécies evoluem em cenários de perturbações planetárias.

O estudo baseia-se na controversa hipótese de Gaia, proposta nos anos 1970 por James Lovelock e Lynn Margulis, que sugere que a Terra funciona como um sistema autorregulado em que organismos vivos interagem com o ambiente para manter e melhorar as condições de vida.

No novo estudo, os cientistas introduziram perturbações simuladas em um modelo ecológico, reduzindo temporariamente a capacidade de suporte do ambiente para observar os impactos a longo prazo.

Os resultados apontam que sistemas que sobrevivem a essas perturbações tendem a “reagir mais fortes”, apresentando maior diversidade e abundância de vida após milhares de simulações. Essa dinâmica é exemplificada por eventos históricos como a Grande Oxidação, há cerca de 2,5 bilhões de anos, que eliminou grande parte da vida anaeróbica, mas abriu caminho para o surgimento de organismos mais complexos.

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