
No centro da Terra, as temperaturas alcançam cerca de 5.200 °C, quase tão quentes quanto a superfície do Sol. Esse calor extremo persiste há bilhões de anos, impulsionado por forças naturais poderosas e ancestrais que continuam a moldar o interior do planeta.
O núcleo terrestre é dividido em duas partes principais: o núcleo externo, composto principalmente por ferro e níquel em estado líquido, e o núcleo interno, uma esfera sólida de ferro e níquel com tamanho similar ao da Lua. Mesmo com esse calor intenso, ele é pouco sentido na superfície, exceto em fenômenos como vulcões e fontes termais.
Grande parte desse calor tem origem no período inicial da formação do planeta, há cerca de 4,5 bilhões de anos. Quando a Terra se formou a partir de uma nuvem de gás e partículas ao redor do Sol jovem, ela começou como uma massa de material incandescente. Enquanto a superfície esfriava e solidificava, o interior manteve boa parte desse calor inicial.
Um estudo de 2011 (via IFLScience) aponta que esse calor primordial ainda representa cerca de metade do calor interno do planeta. A outra metade vem do decaimento radioativo de elementos como urânio-238 e tório-232, além do calor gerado pelo atrito entre as camadas sólidas e líquidas sob intensa pressão.
O calor interno da Terra é fundamental para a dinâmica do planeta. Ele impulsiona o movimento das placas tectônicas, responsáveis por formar e destruir continentes, além de moldar a superfície terrestre ao longo de milhões de anos.
Embora o calor interno não seja eterno, ele não deve se dissipar completamente tão cedo. Estimativas indicam que o núcleo da Terra só deve esfriar e solidificar completamente 91 bilhões de anos após a morte do nosso Sol. Portanto, o calor do núcleo continuará a desempenhar um papel vital no equilíbrio do planeta.
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