Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 6 de dezembro de 2024 · 2 min de leitura ·

“Chaminés de sal” descobertas no Mar Morto podem prever áreas de risco

“Chaminés de sal” descobertas no Mar Morto podem prever áreas de risco

Cientistas identificaram impressionantes “chaminés” de sal expelindo plumas de fluido cintilante no fundo do Mar Morto. Esses pilares submersos, que chegam a sete metros de altura, podem servir como indicadores de áreas suscetíveis a sumidouros, fenômeno comum na região e potencialmente perigoso.

Em um comunicado, Christian Siebert, hidroecologista do Centro Helmholtz de Pesquisa Ambiental, na Alemanha, disse que essas emissões são uma ferramenta promissora para prever o colapso de terrenos. “Até o momento, ninguém consegue determinar onde surgirão os próximos sumidouros”.

O Mar Morto, um lago salgado cercado por Jordânia, Israel e Cisjordânia, é conhecido por sua salinidade extrema, cerca de dez vezes maior que a dos oceanos. Nos últimos 50 anos, ele tem diminuído rapidamente devido à seca e à evaporação. Essa retração também reduziu o lençol freático, complicando o acesso a recursos hídricos subterrâneos na região.

Ao instigar essas reservas, Siebert e uma equipe de mergulhadores descobriram pilares brancos cintilantes, formados por sal cristalizado. As estruturas, que variam de um a sete metros de altura e até três metros de diâmetro, são alimentadas por água subterrânea que atravessa camadas de rocha salina no fundo do lago. 

Esse processo cria um salmoura altamente concentrada, menos densa que a água do Mar Morto, o que faz com que ela suba em forma de jato, parecendo fumaça.

A interação entre a salmoura e a água do lago provoca a cristalização do sal, permitindo que as chaminés cresçam vários centímetros por dia. Esses pilares são considerados únicos no mundo, segundo Siebert.

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