
Uma menina morta há 1,5 mil anos na Inglaterra foi sepultada de forma comum para a época. Até aí, tudo normal. Mas, quando os arqueólogos foram desenterrá-la, se depararam com algo bem diferente: a moça tinha, como “companhia” em seu túmulo, um cálice romano que já foi preenchido com gordura de porco.
O objeto é mais antigo ainda: tem 1,8 mil anos, advindo do século III e estava enterrado com a garota na vila de Scremby, em Lincolnshire (Inglaterra). Ao LiveScience, Hugh Willmott, arqueólogo medieval da Universidade de Sheffield (Inglaterra), disse que “o copo foi encontrado no que pode ser chamado de um enterro bastante ‘comum'”.
“Tenho certeza de que o copo foi feito originalmente como um recipiente para beber”, sugeriu Willmott, que acredita que os romanos podem ter bebido vinho nele. “No entanto, quando foi escolhido para ser colocado no túmulo, sua função parece ter mudado novamente”, prosseguiu.
Visando compreender a função da suposta taça de vinho romana no enterro da garota anglo-saxônica, Willmott e seus colegas de equipe estudaram o resíduo orgânico presente no recipiente. Então, descobriram haver alta concentração de lipídios, sendo, provavelmente, gordura de porco.
Essa gordura pode ter sido colocado no cálice apenas em caráter alimentar. Contudo, na era romana, gorduras animais também podiam ser utilizadas como hidratantes, segundo os pesquisadores.
Uma terceira hipótese é que a gordura pode ter sido utilizada para fins medicinais. Isso porque, no século VI, o médico bizantino Ântimo escreveu que os francos consumiam gordura de bacon crua com vistas a tratar parasitas intestinais, bem como para limpar e curar feridas.
Entre para comentar.