Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 11 de dezembro de 2024 · 2 min de leitura ·

Sapo alucinógeno: conheça o anfíbio capaz de drogar um ser humano

Sapo alucinógeno: conheça o anfíbio capaz de drogar um ser humano

Conta a lenda que ao beijar um sapo uma certa princesa teria visto o bichinho se transformar em um belo príncipe. Fora das lendas, beijar alguns tipos de sapo podem fazer os seres humanos de fato verem coisas absurdas acontecendo diante de seus olhos, mas isso é causado por uma série de toxinas que podem levar até a morte. Vamos conhecer mais sobre os sapos alucinógenos e como eles podem ser perigosos para o ser humano?

Os sapos são fascinantes por várias razões: suas cores vibrantes, seus hábitos noturnos e até sua habilidade de sobreviver em ambientes extremos. Mas algumas espécies se destacam por um motivo peculiar: a capacidade de produzir substâncias alucinógenas.

Entre eles, o sapo-do-rio-Colorado, conhecido cientificamente como Incilius alvarius, é um dos mais famosos. Ele é encontrado nos desertos do México e do sul dos Estados Unidos.

Os sapos alucinógenos possuem glândulas especializadas em sua pele, chamadas glândulas parotoides, que secretam compostos tóxicos como forma de defesa contra predadores. No caso do sapo-do-rio-Colorado, a substância produzida é o 5-MeO-DMT, um alucinógeno extremamente potente. Essa substância é liberada em forma de um líquido viscoso e amarelado pelas glândulas localizadas atrás dos olhos e nas costas do animal.

A substância 5-MeO-DMT age no Sistema Nervoso Central, interagindo com os receptores de serotonina no cérebro. Isso resulta em alterações na percepção, no humor e na consciência. Os efeitos, apesar de rápidos, podem ser extremamente intensos, o que representa um risco significativo para indivíduos sem acompanhamento médico.

Além disso, o consumo acidental ou em grandes doses pode causar sintomas graves, como taquicardia, náuseas, paralisia temporária e confusão mental. Predadores desses sapos também sofrem com os efeitos das toxinas. Alguns apresentam desorientação ou recuam imediatamente após o ataque. Essa é a principal estratégia de defesa dos anfíbios contra seus inimigos naturais.

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