
Cientistas identificaram uma nova espécie nas profundezas da Fossa do Atacama, uma das regiões oceânicas mais profundas da Terra. Trata-se de um predador da ordem dos anfípodes que nunca havia sido avistado antes.
A nova espécie foi batizada de Dulcibella camanchaca e tem características de crustáceos, similar a um camarão, e com quatro centímetros de comprimento. Segundo os pesquisadores, no entanto, esse tamanho é considerado gigante em relação a outros anfípodes.
O animal foi localizado a 7.902 mil metros no fundo do mar durante uma expedição do Sistema Integrado de Observação do Oceano Profundo (IDOOS). Os cientistas afirmam que o novo predador das profundezas do Atacama possui garras para caçar pequenas presas que habitam as mesmas profundezas do oceano.
Conforme análises genéticas, o animal não pertence apenas uma nova espécie, mas também a um gênero anteriormente desconhecido. Isso confirma a grande diversidade existente na região e o pouco conhecimento que a ciência tem dela.
O nome Dulcibella camanchaca foi escolhido em homenagem à cultura andina e a literatura. Na língua aimará, um povo da era pré-colombiana, “camanchaca” significa “escuridão”, simbolizando a região do oceano onde o predador vive. Já “Dulcibella” é uma homenagem à Dulcineia de Toboso, a musa imaginária de Dom Quixote no livro de mesmo nome.
Alessandro Di Lorenzo é editor do Olhar Digital e formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
Entre para comentar.