Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 17 de dezembro de 2024 · 2 min de leitura ·

Lua de Júpiter Io não possui oceano de magma, indica nova pesquisa

Lua de Júpiter Io não possui oceano de magma, indica nova pesquisa

Io, a lua mais vulcanicamente ativa do Sistema Solar, sempre intrigou cientistas por sua intensa atividade geológica. Por décadas, acreditou-se que essa dinâmica extrema fosse alimentada por um vasto oceano subterrâneo de magma sob a superfície da lua de Júpiter.

Uma nova pesquisa, entretanto, revela que o vulcanismo de Io é sustentado por câmaras magmáticas dispersas no manto, e não por um oceano global. A descoberta desafia teorias antigas e reforça uma compreensão mais localizada das fontes de magma que impulsionam as erupções.

Publicado na revista Nature, o estudo traz informações sobre o impacto das forças de maré na evolução de luas e planetas. Ryan Park, engenheiro do Jet Propulsion Laboratory, destaca que os resultados podem ser aplicados em pesquisas sobre luas como Encélado e Europa, além de exoplanetas e super-Terras.

Io orbita Júpiter a cada 42,5 horas, sofrendo forças gravitacionais extremas que deformam sua superfície constantemente. Esse fenômeno, chamado de flexão de maré, gera calor suficiente para derreter partes do interior da lua, alimentando o vulcanismo.

Bolton afirma: “Se Io tivesse um oceano global de magma, o sinal gravitacional seria muito maior, indicando um interior mais flexível. O que observamos, porém, é um interior mais sólido“.

Com erupções que atingem centenas de quilômetros e uma superfície coberta por silicato e dióxido de enxofre, Io tem um terreno montanhoso e dinâmico, descrito como uma “pizza cósmica” devido às suas cores vibrantes e atividade constante.

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