Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 17 de dezembro de 2024 · 2 min de leitura ·

O Sol está “virando de cabeça para baixo”? Quase isso

O Sol está “virando de cabeça para baixo”? Quase isso

Em 2024, o Sol tem mostrado um comportamento mais inquieto, com poderosas explosões e apagões de rádio que afetam as comunicações na Terra. Essa movimentação faz parte de um ciclo de 11 anos, durante o qual os polos da estrela acabam se invertendo. 

Esse fenômeno, que pode ser descrito como o Sol “virando de cabeça para baixo”, é um processo natural e regular, que costuma ocorrer próximo ao pico de atividade (chamado máximo solar).

De acordo com o site IFLScience, o ciclo solar foi identificado pelo astrônomo alemão Heinrich Schwabe, que, entre 1826 e 1843, observou que o Sol passa por períodos de calmaria, quando não há manchas visíveis, intercalados com fases de intensa atividade, com muitas manchas. 

Assim como a Terra, o Sol possui um campo magnético, mas com um comportamento bem mais complexo: o equador do astro gira mais rápido do que os polos, o que provoca distorções no campo magnético, criando essas áreas escuras. 

Quando o Sol atinge o pico do ciclo, o campo magnético se reorganiza, o que resulta em erupções solares e ejeções de massa coronal. Esses eventos podem ter impacto na Terra, afetando satélites e sistemas de comunicação, além de gerar auroras boreais e interferir em sinais de rádio. Nesse momento, o Sol passa por um processo de inversão do campo magnético, aumentando a ocorrência dessas erupções.

O ciclo solar tem uma duração variável, que pode ser de 8 a 14 anos, e o máximo do ciclo atual, quando ocorre a inversão dos polos, era previsto para 2026. No entanto, de acordo com a NASA, ele já está acontecendo.

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